Ilha do Sal: sons e cores vibrantes

É música, ritmo e alegria. A ilha do Sal, em Cabo Verde, tem os contornos de um grande sorriso, de rostos animados, de olhares quentes, de artesanato colorido, de tempo, de muito tempo. Naquelas paragens quentes e desérticas, onde a chuva se esquece de cair e onde o vento nunca perde as forças, o tempo é o bem mais precioso.
Tudo ali se faz com toda a calma do mundo, até porque a ilha é pequena e quase todos os moradores residem na mesma povoação, percorrendo a mesma estrada de manhã e à noite, sempre com o mar por perto. O mar, esse imenso manto azul, esse enorme Atlântico que nos junta e, ao mesmo tempo, nos separa, também sabe que ali tem tempo. Por isso, as ondas, despreocupadas e meigas, vão e vêm sem pressa, como se se movimentassem ao som de uma morna.
Mas Cabo Verde é terra de danças, terra de sons vibrantes, de pés descalços em harmonia. Há tempo para aprender os passos do funaná. Há tempo para errar e para sentir a música invadir-nos o corpo. Há tempo para ver a vida com olhos de quem sabe apreciar o que realmente importa. Há tempo para mergulhar em águas límpidas e quentes e para celebrar a vida, devolvendo cada sorriso que recebemos.

Créditos da imagem: Helena Simão

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