Nada é coincidência

Queria ser uma borboleta, leve e colorida, livre e despreocupada. Queria voar sem destino, sem nada procurar, sem nada temer. Queria pousar nas flores mais belas e mais cativantes do prado, repousar um pouco, abrir as asas e seguir caminho em direção ao mar, um caminho traçado por mim e só por mim.
Queria que fosse sempre primavera, que as temperaturas fossem sempre amenas e que o sol brilhasse todos os dias, sem chuva, sem frio, sem vento. Que as flores crescessem sempre e que nunca murchassem, que as árvores estivessem sempre verdes e que as folhas não secassem.
Queria ser uma borboleta, mas não sou mais do que uma pequena larva. Tenho muito para aprender, tenho de crescer, alimentar-me, ser mais forte e esperar que a natureza complete o seu ciclo. Não há borboletas sem larvas.
A vida encarrega-se de nos dar tudo o que precisamos a cada momento para enfrentarmos os obstáculos, à medida que estes surgem. Nada é por acaso, nada é coincidência.

Créditos da imagem: Direitos Reservados

Arquivo

3 Comments

    • Helena Simão
      Abril 10, 2017
      Reply

      Thank you!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *