Covilhã: foste o meu lar

Estiveste lá quando abandonei a vida que conhecera até ali. Foste a minha maior aventura, o meu maior desafio. Obrigaste-me a sair da minha zona de conforto tantas vezes, a saltar sem rede e a crescer mais depressa.
Estiveste lá quando conheci todo um mundo novo com outras perspetivas, com horizontes que desconhecia, com possibilidades que ignorava. Estiveste lá quando tive de aprender a tomar decisões, a fazer escolhas.
Para muitos, Covilhã é apenas uma cidade de contrastes: de neve e de calor abrasador, de ruas estreitas e inclinadas e de recantos cheios de história, de casario pitoresco esculpido na serra e de urbanizações recentes e contemporâneas, de rituais tradicionais e rigorosos e de hábitos mais espontâneos e juvenis.
Para mim, foi a cidade onde vi cair neve pela primeira vez, foi a cidade onde fui livre e onde criei raízes, onde aprendi, onde estudei, onde me desiludi, onde fui feliz. Covilhã foi o meu lar e a minha família. Estiveste lá e continuas a estar. Foste e continuarás a ser.

Créditos da imagem: Pedro Neves

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