Maurícias: plena união com a natureza

Há viagens e viagens. Há os percursos recomendados, as excursões multiplicadas pelas empresas de turismo e, depois, há aquelas que são feitas um pouco à margem, aquelas de que desconfiamos no início e que se revelam uma verdadeira surpresa.
Percorri a costa este da ilha Maurícia, onde se avistam pequenas ilhas, numa lancha rápida, com um grupo de apenas oito pessoas. Em nenhum momento, senti a pressão dos minutos em que nos é permitido estar neste ou naquele sítio. Foi um passeio entre amigos e não uma excursão.
A caminho da única cascata acessível por água, vimos e alimentámos macacos. Basta acenar-lhes com uma banana que eles, após os momentos iniciais de desconfiança, surgem no meio do arvoredo e aproximam-se, digerindo rapidamente o pequeno-almoço que lhes é oferecido.
Depois de uma visita à pequena ilha do Farol e de uma paragem para mergulhar junto dos extensos e intactos corais, perto da ilha aux Aigrettes, fomos transportados para a ilha aux Cerfs, sempre longe da multidão de turistas.
Ali, num lugar muito verde, com uma vegetação ainda virgem, esperava-nos um almoço de peixe grelhado, camarão e lagosta. Foi uma refeição especial, num lugar deslumbrante, em plena união com a natureza. Não foi definitivamente uma excursão, foi uma experiência inesquecível.

Créditos da imagem: Nathalie Aguiar

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