Há dias

Há dias que parecem estar virados ao contrário, em que nada dá certo, em que nada encaixa, nada faz sentido. Há dias em que todos nos ignoram, em que a nossa voz não é ouvida por ninguém, como se a nossa presença não fosse notada, como se fôssemos invisíveis. Há dias em que a nossa força quebra, a nossa fraqueza parece querer ganhar, em que todos os nãos do mundo irrompem pelo nosso espírito ao mesmo tempo.
Há dias em que para onde quer que te vires, não vês senão desilusão, sofrimento, desalento, amargura. Há dias que parecem tão escuros, como se a noite nunca tivesse acabado ou não quisesse que houvesse dia. Há dias que, na verdade, não deveriam existir por nos marcarem com a dor das lágrimas, com o vazio da despedida, com o silêncio do fim. Há momentos em que só nos apetece gritar de desespero, como se o nosso corpo atingisse o limite, sugado por todas as energias negativas deste mundo.
Há dias em que só precisamos de um olhar que nos diga “está tudo bem”, de um abraço que nos tranquilize, de uma mão que nos levante, de um sorriso verdadeiro. Basta um pouco do outro para nos devolver a força que estava adormecida dentro de nós. E tudo volta a estar certo.

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