Vencer o medo

Quando o desafio desperta o medo, os pés parecem sair do chão, as pernas começam a tremer, como se o abalo por dentro fosse de tal forma violento que tudo aquilo que conquistámos desaparece. Quando o obstáculo à nossa frente é tão grande e difícil de superar, temos dois caminhos: ou nos encolhemos perante a adversidade e deixamos que a montanha se torne ainda maior e mais temerosa ou dominamos os receios e deixamos que a coragem supere o medo.
Vai custar? Vai. Vai doer? Vai. Vais ficar com marcas dessa aventura? Mesmo que chegues à meta com feridas no corpo, o que importa é teres orgulho no teu caminho. Sim, tiveste medo, desesperaste porque o percurso foi íngreme e sinuoso, tiveste vontade de desistir várias vezes, tiveste de parar, descansar as pernas, acalmar os teus receios, recuperar o fôlego. E quando achavas que não aguentavas mais, percebeste que o pior não era subir, mas voltar a repetir tudo de novo, a descer vertiginosamente, sem alternativa.
Um passo de cada vez, sem pensar no que ainda está para vir, diz a tua voz interior. E lá vais, devagar, rumo ao sonho de chegar ao fim. Até que chegas. E percebes que o melhor de tudo nem é chegar, é saber que não estamos sós, que há sempre alguém disposto a dar-nos a mão, a acreditar em nós, mais do que nós próprios, e a dizer “já falta pouco, tu consegues”.

Créditos da imagem: Jorge Pelicano

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