Nicolau Lisboa: faz bem comer

O Nicolau Lisboa é uma viagem pelos aromas e sabores, inspirados numa cozinha que privilegia os legumes frescos e as frutas da época. Mas é também um lugar acolhedor e confortável, que poderia muito bem ser a nossa sala de estar, a nossa janela para o mundo. “É o resultado de muitas viagens”, descreve Bárbara Pinto, uma das sócias do novo café/restaurante, que abriu em agosto, na capital.
Apesar de ter pequenos apontamentos muito coloridos, o verde é a cor abundante deste espaço localizado na baixa lisboeta, na rua de São Nicolau. É verde também o quadro que, imponente, nos chama a atenção, como se do dono se tratasse. Trata-se de um cão, aprimorado para a ocasião, que, neste caso, foi um retrato e que é, agora, o centro das atenções e da curiosidade de quem ali entra.
Verdes são também os azulejos do interior e do exterior do espaço, assim como as palmeiras desenhadas numa das paredes, onde foi colocado um leitor de discos, que junta à sonoridade das conversas animadas outros tons e outras viagens. E há ainda um frigorífico e uma torradeira com um design vintage, que só podiam ser verdes.
Mas falemos de comida porque as cores não nos alimentam o estômago, apesar de nos aconchegarem o espírito. O Nicolau serve pequenos-almoços saudáveis, com destaque para a taça de açaí com fruta e granola caseira e para as papas de aveia com mel ou doce. Muito procuradas são também as panquecas – com mel, doce ou nutella, sem glúten e a da casa, com mascarpone e frutos vermelhos – e a tapioca, servida com queijo e fiambre.
O brunch é uma das grandes apostas da casa. Na opinião de Bárbara Pinto, “esta é uma refeição com tendência para crescer e não havia grande variedade na oferta já existente”. A versão do Nicolau inclui panqueca, taça de iogurte com granola caseira e fruta, tosta de abacate ou de salmão, sumo de laranja e café e custa 13€. O sábado é o dia de maior procura e “é a prova”, diz a responsável, “de que a nossa existência faz sentido”.
Ao almoço, há sempre uma opção diferente no prato do dia e são várias as saladas disponíveis, como a de Frango, que inclui couve, açafrão, coco e tâmaras; a de Atum e Lentilhas; e a de Porco Char Sieu e Quinoa, com laranja, espinafres e cajus. Para quem preferir uma refeição vegetariana, pode escolher entre a salada de Beterraba e Laranja e a de Tabule com Falafel. A ementa inclui ainda ovos mexidos, tostas e uma receita de wrap. Para beber, há sempre um smoothie do dia e há outro de banana, além do sumo verde Nicolau, que vale a pena experimentar. No final da refeição, o bolo de alfarroba é uma delícia imperdível.
Dada a localização, os clientes são de muitas nacionalidades diferentes. A procura tem vindo a crescer, sobretudo ao almoço, “e está muito acima das expetativas”, refere Bárbara Pinto que, apesar de ter experiência em gestão de alojamento local, não tinha conhecimentos nesta área da restauração. “Tem sido um desafio muito trabalhoso, mas que está a dar muito prazer”, revela, prometendo pratos novos durante a estação fria: “É também uma tendência do Nicolau ter novidades de dois em dois meses, numa lógica de experimentar coisas novas, mantendo a nossa linha e o espírito original”.
Para já, o espaço fecha às 19 horas, não servindo jantares, mas o horário poderá ser alargado no próximo ano, pelo menos durante alguns dias. Para 2017, está reservada outra novidade: irá abrir um novo espaço Nicolau noutra zona da capital.

Créditos da imagem: Helena Simão
Este texto integra a rubrica “Saborear” do portal SAPO Viagens.

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