Protejo-me

Protejo-me sob o manto da esperança, quando o inverno é demasiado gélido e tão longo que os dias já deixaram de contar. Aqueço-me com a luz que vem de dentro das pessoas que me querem bem e que me fazem bem. Vejo com o coração, quando a realidade é demasiado turva e o nevoeiro da vida é denso de mais para que os olhos vejam mais do que um palmo à sua frente.
Abrigo-me na gruta do amor próprio sempre que algo corre mal, sempre que a tristeza quer apagar o meu sorriso, sempre que o mar dos meus dias se revolta e deixa tudo fora do lugar. Aqueço-me na fogueira da coragem para ganhar novo alento sempre que as batalhas são demasiado duras e as minhas armas, ou forças, não são suficientes.
Oiço-me, e só a mim, sempre que o vento traz vozes de outras paragens de quem não acredita, de quem não sabe sonhar, de quem não sabe ser feliz. A tempestade passa, as vozes acabam por se calar. A noite escura e fria fica para trás. O escudo da fé ampara-me, aconteça o que acontecer.

Créditos da imagem: Rita Catarino
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