Limites

Foram tantos os labirintos em que me perdi, tantos os mal entendidos que me desorientaram, tantas as vezes em que tive de voltar atrás, porque me enganara no caminho, e fazer tudo de novo. Foram tantas as palavras que ficaram por dizer porque a oportunidade não chegou ou a coragem falhou. Foram tantos os silêncios que ficaram por preencher, tantas as oportunidades que foram desperdiçadas.
Foram tantas as quedas por falta de força ou por escassez de alguma luz na escuridão do percurso. Foram tantos os becos sem saída, as portas que ficaram por abrir, os olhares que não cheguei a fixar, os rostos que não vi a sorrir. Foi tanto o mundo que não conheci, foram tantos os entraves que caíram sobre mim e tantas as dúvidas que invadiram o meu pensamento.
Questionei, recuei, desorientei-me, escorreguei, ponderei. E para quê? Para me levantar de novo, mais forte. Para saber do que sou capaz, o que quero, quem sou. Parecem respostas ridículas, mas eu desconhecia-as até a vida chegar e desafiar-me. Agora sei, quando somos testados até ao limite percebemos que não há limites para voltar a acreditar.

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