Recomeçar com amor

Abre bem essa mão que perdeu tudo, pois é nela que está depositada a esperança de um país, a fé de um povo que tem um coração imenso. Abre essa mão, que agora não tem quem agarrar, mas tem ainda a lembrança das vidas que se perderam. Abre bem essa mão. Vazia. Depois de inundada pelo mar de lágrimas que os teus olhos despejaram como quem atira fora toda a dor, toda a tragédia.
Abre bem essa mão. É essa mão que todos, juntos por amor, por um amor maior, por um amor infinito, vamos dar. É essa mão que se vai encher da partilha de cada um, de quem quer dividir, mesmo que pouco tenha. Quando se dá por amor, dá-se um coração por inteiro, dá-se o melhor que somos e sabemos ser.
Abre bem essa mão. Vazia de uma vida que escapou por entre os dedos, receosa de um amanhã que ameaça ser negro, como tudo aquilo que vês em teu redor. Não tenhas medo.
Abre a mão, as duas que tens e segura nelas a nossa fé na força que existe no mais fundo de ti. Quando a dor nos verga, há sempre uma estrela que brilha mais para te ajudar a reerguer. Abre as mãos e deixa-te levar pelas nossas mãos, pelas mãos de um povo que acredita em recomeços, pelas mãos de milhares de pessoas que sentem o teu coração a bater. As nossas mãos são as tuas mãos. A tua força é a de todos nós.

Créditos da imagem: Direitos Reservados
Este texto é uma singela homenagem às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande.

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4 Comments

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    • Helena Simão
      Setembro 4, 2017
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    • Helena Simão
      Setembro 25, 2017
      Reply

      Thank you for your comment!

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