Paredes

Ergui paredes à minha volta, construí um teto para me proteger do frio, da chuva, do calor e do vento. Criei um mundo que eu pensava ter as minhas medidas, que ia satisfazer todas as minhas necessidades. Tinha quase tudo, mas não me tinha a mim. Não era eu que ali estava. Tinha, mas não era. Fazia, mas não vivia.
Esperava que o tempo passasse como se nada tivesse importância. Criei um mundo para me proteger do mundo real porque preferia estar longe dos desafios e afastada das dificuldades. Parecia que fugia, mas não sabia de quê. Estaria assustada com o passado ou temia o futuro?
Até que percebi que, em vez de erguer paredes, precisava de me erguer, de corpo e alma, perante o mundo. Percebi que, em vez de um teto, precisava de olhar para as estrelas, sentir o frio ou o calor, o sol ou o vento, as gotas da chuva ou o cheiro da maresia. O mundo que eu criei para me proteger acabou por ruir, mas aprendi a ser. Aprendi que as únicas paredes de que necessito são as da paz. E essa fonte inesgotável brota dentro de mim.

Créditos da imagem: Direitos Reservados

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2 Comments

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