Dá, sempre

Desiludes-te porque esperas demasiado dos outros. Desesperas porque dás demasiado aos outros. És muito em cada situação, procuras o melhor para ti e para os outros, mas nesta busca incessante por agradar, estás a criar uma teia de expetativas, de onde não vais conseguir sair. E acreditas, no mais profundo de ti, que os outros são iguais a ti. Acreditas que os outros fazem o mesmo que tu farias quando precisas, vão onde tu irias para os ajudar.
Até que a porta se fecha na tua cara e não vês nenhuma brecha, nenhuma tentativa de receber o que tu darias sem qualquer hesitação. Os outros não são iguais a ti. Mas isso não quer dizer que tenhas de deixar de dar. Nada disso. Dá sempre o melhor de ti, do que és, do que podes dar, mas porque gostas de o fazer. Porque é assim que tu és.
Dá, sempre, mesmo que a mão retorne vazia, oca de amizade, oca de gratidão. Aprende a não esperar nada. Aprende a agradecer tudo o que vem. Abre o teu coração e deixa que os outros se surpreendam com o amor que guardas dentro de ti, com o amor que quer voar livremente, como se fosse uma borboleta.
Se o coração deles não se abrir para ti, aceita. Não tinha de ser. Não havia nenhuma lição a aprender. Continua o teu caminho. Não imaginas as janelas que estão prestes a abrir-se para ti.

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