Diz-me…

Diz-me que o amor é isto que temos ou, então, o amor não vale nada. Diz-me que o amor é pura emoção, pura troca, pura partilha, pura loucura ou, então, não vale nada. Diz-me que o amor é paixão por cada centímetro de ti, deleite por cada palavra que dizes, apego por cada gesto que fazes.
Diz-me que o amor só existe quando damos da mesma forma que recebemos ou, então, não sei para que serve amar. Para que serve esta vontade de ficar, de voltar, de regressar? Para que serve este grito surdo que o meu coração já não consegue guardar? Para que serve esta dor que me atravessa o peito e engole as minhas forças? Para que servem as palavras que guardei só para ti, os beijos ardentes que apenas têm um destinatário?
Diz-me que o amor não nos abandonou, não me abandonou. Diz-me que o que vivemos foi amor ou, então, não sei o que poderá ter sido. Diz-me que o mundo que criámos os dois foi a melhor criação que poderíamos ter feito ou, então, não vale a pena criar nada neste mundo. Diz-me que voltas, que vais segredar ao meu ouvido que é isto o amor, que é isto o nosso amor e que por isto vale tudo. Diz-me…

Créditos da imagem: Helena Simão

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