Já não sou eu

Já não sou eu desde que não somos nós. Ainda é por ti que espero quando me sento naquele banco de jardim, que dá cor àquela paisagem agreste e rude, triste e sombria como o meu coração solitário. Era contigo que eu gostaria de ter visto o pôr do sol, as estrelas, a lua cheia, o quarto minguante, o nascer do sol, o avançar do tempo.
Ainda é de ti que sinto saudades sempre que o teu cheiro desperta as minhas memórias, sempre que a lembrança do teu olhar regressa para atormentar todo o meu corpo. És tu que faltas a esta equação que me subtrai a cada dia que passa e que divide a minha dor enquanto a espalha por todo o meu ser.
Já não sou eu desde que não somos nós… Já não vivo desde que o meu corpo não se abriga nos teus braços. Existo apenas neste grito sem voz porque as forças há muito que me abandonaram. Ainda é por ti que espero.

Créditos da imagem: Direitos Reservados

Arquivo

2 Comments

  1. Fábio Ramalho
    Fevereiro 22, 2018
    Reply

    “Já não sou eu desde que não somos nós.”
    Muitos parabéns pela sua escrita.

    • Helena Simão
      Fevereiro 22, 2018
      Reply

      Muito obrigada! Espero que continue a acompanhar!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *