Tasca Fit: sabores típicos e saudáveis

É uma tasca portuguesa, com certeza, mas com opções saudáveis. Na Tasca Fit, o novo restaurante que abriu no final de Março, perto do Arco do Cego, em Lisboa, as azeitonas e os tremoços convivem com um pica-pau de salmão crocante ou de frango com pimentos. Servem-se tostas alentejanas a quem está no “dia da batota”, mas também opções para antes e depois do treino. O bitoque foi substituído pelo fitoque com carne de frango ou de peru grelhada. O sal e o açúcar praticamente não são utilizados. Ganha a saúde, mas também o sabor dos pratos.
A “culpa” é do proprietário. André Borralho, de 25 anos, engenheiro Alimentar, com um Mestrado em Segurança Alimentar, sentiu necessidade de criar um espaço onde a comida tradicional portuguesa pudesse coexistir com um estilo de vida saudável, eliminando alguns processos de cozedura, como os fritos, e alguns alimentos, como a batata e o arroz, que foram substituídos pelas versões doce e basmati. O resultado é um menu diversificado, desde o pequeno-almoço ao jantar, ideal para momentos descontraídos e de convívio.
O próprio André sentiu na pele os efeitos de uma sociedade que se alimenta à base de “fast food”. Habituado à comida tradicional dos pais alentejanos, o jovem manequim e tenista de alta competição teve algumas dificuldades de adaptação quando, aos 18 anos, entrou para a Universidade de Coimbra para estudar Engenharia Alimentar.
“Não sabia cozinhar e o mais rápido era fazer arroz com atum ou salsichas. Fazia arroz com tudo”, recorda. Este facto aliado à ausência dos treinos resultou num aumento gradual de peso. “Era um falso magro, dada a minha altura de 1,90 metros”, conta, adiantando que chegou a pesar 104 quilos, no final do curso, quando permaneceu uns meses na Finlândia, a fim de realizar o estágio.
Foi o ponto de viragem. Ao regressar a Portugal, André sabia que tinha de mudar de vida e, para isso, tinha de alterar todos os seus hábitos alimentares e voltar a praticar exercício físico. Inscreveu-se num ginásio e começou a ser acompanhado por um personal trainer, atualmente seu grande amigo. Em simultâneo, começou a ler e a estudar mais sobre Nutrição e fez uma pós-graduação em Suplementação Desportiva. Com estas mudanças, os quilos a mais foram desaparecendo, dando lugar à massa muscular e a um corpo definido. Um percurso que muitas pessoas acompanharam nas suas redes sociais e até no seu blogue de fitness Fitrients.
O seu exemplo incentivou outras pessoas, primeiro, familiares e amigos, depois, desconhecidos, que passaram a ser acompanhados pelo André. “Não faço dietas, gosto de ensinar a pessoa a comer um pouco de tudo”, refere, adiantando que os seus planos alimentares são simples, mas rigorosos com os horários, pois é importante “saber o que comer e quando”.
Faltava apenas um lugar onde comer, fora de casa. “Com os conhecimentos que tinha, só me faltava abrir um restaurante e resolvi dar esse passo”, conta. Foram dois anos de muito trabalho para criar o projeto Tasca Fit que, finalmente, viu a luz do dia.

A decoração clean e a cozinha bem visível da sala de refeições são orientações relacionadas com a sua formação em Segurança Alimentar. Mas é também notória a preocupação de André com o meio ambiente, tendo criado um espaço com plantas, “que foram recuperadas”. Na parede, podem ler-se algumas regras do espaço ou apenas desejos: “Que o equilíbrio de calorias, o sabor e a saciedade consigam ser amigos”.
Mais do que um restaurante, a Tasca Fit pretende ser um local de convívio, onde se come e conversa com calma e onde a cultura esteja de mão dada com os hábitos saudáveis. Nesse sentido, vai ser criado um programa, que deverá arrancar dentro de um mês, que inclui música ao vivo, apresentações de livros, workshops e palestras.
Nos próximos dias, avança outra vertente, a da pastelaria, onde poderemos encontrar os habituais croissants, queques, tortas ou quiches, mas sempre com ingredientes saudáveis.
Diariamente, ao almoço, há um prato do dia (8,95€) com sopa ou sobremesa, sumo e café. Mas o menu inclui entradas, como o puré de batata doce com cogumelos frescos e o húmus servido com palitos de vegetais. Para prato principal, as sugestões são variadas: desde o fitoque de frango ou peru, servido com batata doce, arroz basmati, salada e ovo escalfado, ao salmão à portuguesa com migas de feijão preto e espinafres, passando pelo enrolado de legumes com polenta de milho. Mas há também hambúrgueres: de salmão, de frango e espinafres e de grão.

As tapiocas salgadas são outra novidade, existindo várias opções, como a Hakuna Matata, que inclui cogumelos frescos, cebola, tomate e pasta de azeitona. Há também várias versões de claras mexidas e de tostas alentejanas.
O menu Bom Dia inclui panquecas proteicas ou tapioca doce, sumo do dia e café (4,5€). Há várias opções de sumos detox, batidos, cocktails com e sem álcool, com nomes curiosos, como TRX e Kettlebell. Para terminar a refeição, há doces para desfrutar sem culpa, como a mousse de frutos vermelhos e a mousse de batata doce com cacau. Tudo está identificado com símbolos, que ajudam a pessoa a decidir-se: prato vegan, de carne ou peixe, ideal para crescimento ou dia da batota.
Já que estava numa tasca, comecei por “picar” no prato salmão crocante e rúcula e puré de batata doce com cogumelos, sabores intensos, mas muito equilibrados. De seguida, não resisti ao salmão à portuguesa, uma receita original e cheia de nutrientes. Além de saciante, é muito agradável. E, por fim, rendi-me às deliciosas panquecas de chocolate negro e morangos. Tudo servido com um sorriso, regra da casa.

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4 Comments

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      Maio 25, 2017
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    • Helena Simão
      Maio 29, 2017
      Reply

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