Restaurantes em Lisboa: onde comer de forma saudável I

Os paladares estão cada vez mais exigentes. Queremos comer bem, ou seja, procuramos ter experiências gastronómicas memoráveis. E queremos alimentos frescos, se possível biológicos, naturais ou pouco processados, cozinhados com amor, como se fosse a nossa mãe que estivesse a tomar conta de nós. Porque a saúde começa à mesa. E não, não precisamos de fazer dieta. Apenas de fazer boas opções no que toca a hábitos alimentares.
Escolhemos os dez melhores restaurantes saudáveis da capital. Esta é a primeira parte da lista:

My Mother’s Daughters

É um dos espaços mais recentes. Abriu em São Sebastião, em novembro do ano passado e não tem produtos de origem animal. O menu é maioritariamente biológico e sazonal, de acordo com a oferta da mãe natureza ao longo das estações do ano.
Durante toda a sua vida, o sonho de Maria José Vasconcelos era abrir um café. Conseguiu realizá-lo com a ajuda das três filhas Cristina, Madalena e Inês. Neste pequeno restaurante de linhas claras e clean, inspirado na reciclagem e no desperdício zero, temos diariamente duas bowls quentes (9€): a fresca, à base de verdes, e a da terra, à base de grãos.

Há também uma sugestão do dia, o prato especial da “mother”, como o ragu de banana, confecionado com a casca, numa lógica de reduzir o desperdício, mas não o sabor. Para acompanhar, além do sumo do dia (3,5€), temos os “lattes de bem-estar”, dos quais destaco o macha latte, o golden milk e o blue dream latte.

Tasca Fit

Há cerca de um ano abria este conceito descontraído, que faz lembrar o ambiente das antigas tascas portuguesas. A diferença está no que se come. Nada de fritos, o sal e o açúcar são pouco utilizados e só entram as opções mais saudáveis dos alimentos, como é o caso do arroz e da batata, que foram substituídos pelas versões basmati e doce.
Apreciador de comida tradicional portuguesa, o jovem André Borralho, engenheiro Alimentar, decidiu criar um espaço que combinasse com o seu estilo de vida saudável, até porque, enquanto estudante, tinha sofrido as consequências dos maus hábitos alimentares. Por aqui, o objetivo é “que o equilíbrio de calorias, o sabor e a saciedade consigam ser amigos”.

Diariamente, ao almoço, há um prato do dia (8,95€) com sopa ou sobremesa, sumo e café. Mas o menu inclui entradas, como o puré de batata doce com cogumelos frescos. Nos pratos principais, destaque para o fitoque de frango ou peru grelhado e para o salmão à portuguesa com migas de feijão preto e espinafres. Há também hambúrgueres: de salmão, de frango e espinafres e de grão. A ementa é sazonal e vai sendo alterada com frequência. A pensar na primavera que está a chegar, vão ser lançados novos pratos.

Club Life to Go

Este é um conceito importado do Brasil, que está a fazer furor na movimentada cidade de São Paulo. Por cá, o primeiro restaurante abriu na Avenida Elias Garcia, perto do Saldanha. A comida encontra-se devidamente embalada em doses individuais e está pronta a comer ou a levar.
Teresa Lopes é a gerente do espaço e, em conjunto com outros cinco familiares, trouxe o conceito do outro lado do Atlântico, devidamente adaptado aos nossos alimentos e paladares. A ementa varia todos os dias e repete semanalmente. Há receitas de proteína animal, como o frango tariyaki ou o caril de camarão. Mas não há alimentos com glúten, não é usada lactose e os açúcares, quando usados, não são refinados.

As receitas de pequeno-almoço são as novidades mais recentes e a fazer sucesso estão o Snickers Fit, uma adaptação do célebre chocolate, feito com 70% de cacau, tâmaras e amendoins, e o Overnight, um copo grande com aveia, sementes de chia, compota de abóbora, leite de amêndoa e coco com crumble de farinha de coco e de arroz e nozes.

Despensa N.6

A funcionar há cerca de um ano, esta é uma pastelaria com opções saudáveis, certificada pela Associação Portuguesa de Celíacos. Mas é também um local onde encontramos granolas caseiras, pão de aveia com sementes de abóbora ou linhaça, pastas de avelã, amêndoa, tâmaras e húmus, entre outras, e bolos que podemos levar para casa para abastecer a nossa despensa de coisas boas.
Os responsáveis por este espaço, situado perto da Avenida de Roma, são o jovem casal Patrícia Machado e Pedro Dias que, devido à falta de opções saudáveis, não comiam fora.

Nesta Despensa, não entram alimentos processados, hidratos de carbono simples e produtos com glúten ou lactose. Ao almoço, há sempre uma sopa do dia, saladas de húmus, queijo e nozes ou atum e omeletes. Os batidos são preparados com leite de coco e existe também a versão proteica para os que se preparam para treinar.
Além disso, oferece duas bebidas probióticas difíceis de encontrar: o kefir, produzido através da fermentação do leite, e a kombucha, uma bebida fermentada que se obtém a partir do chá. A completar o menu, há ainda duas opções de brunch.

The Cru

“Comer para ser feliz” é o lema deste restaurante, localizado em Cascais. Os alimentos com glúten e lactose não entram neste espaço, que é também uma mercearia de produtos orgânicos e biológicos. Aqui, comemos para nos sentirmos bem, de dentro para fora, com saúde e sem menosprezar o sabor de tudo o que vem para a nossa mesa.
Marta Ferreira é uma das responsáveis pelo projeto, que arrancou com uma roulotte e marcou presença em vários festivais de música. A primazia é dada aos alimentos frescos e às receitas originais e criativas, validadas por um naturopata. A confeção é, sempre que possível, crua.

Nos pratos principais, algumas opções são inspiradas nas receitas tradicionais portuguesas, como as lascas de bacalhau com puré de batata doce ou os lombinhos de peixe com gengibre e coentros. Mas há também pratos vegetarianos, como a salada de legumes assados e a feijoada de tofu.
Os wrepes são um conceito da casa, que mistura wraps com crepes. A base é feita de arroz, beterraba ou espinafres e o recheio é variado. Nas sobremesas, destaque para a tarde “Chorar por Mais”, com cacau, laranja e frutos secos, uma verdadeira tentação que se pode comer sem ter a consciência pesada porque não tem açúcar.

Créditos das imagens: Helena Simão e Direitos Reservados
Este texto integra a rubrica “Saborear” do portal SAPO Viagens.

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2 Comments

  1. Abril 9, 2018
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    • Helena Simão
      Abril 9, 2018
      Reply

      Thank you!

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