O inevitável

O inevitável empurra-nos para o que o destino reservou para nós. Como a corrente forte e poderosa de um rio que nos leva até ao mar, como a chuva que cai sem nada temer em qualquer circunstância, como o mar imenso que, mais ou menos tranquilo, se aproxima da praia.
O inevitável é o plano criado para nós e só para nós, que está guardado a sete chaves. É o segredo que apenas conseguimos descobrir à medida que nos vai sendo revelado, quando nos aproximamos dele, a cada dia que vivemos. É o nosso presente que se mostra aos poucos, que nos surpreende a todo o instante.
E não adianta querer fugir dele, não adianta bater noutras portas, procurar caminhos diferentes. Se não é a nossa porta não vai abrir, se não é o nosso caminho não o conseguiremos desbravar. Não adianta querer ancorar à nossa volta pessoas que achamos que nos fazem falta. Se não nos vão fazer bem é melhor não ficarem, se não têm nada para nos ensinar não precisamos delas. Se não gostam de nós, é melhor deixá-las ir, fazer o seu caminho. Inevitavelmente, outras, as certas, as que nos vão fazer bem, vão surgir e ficar.

Créditos da imagem: Helena Simão

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