Mãos vazias

Haverá sempre mãos que vêm vazias, palavras agrestes que atingem o nosso coração marcado pelas intempéries da vida. Haverá sempre silêncios que doem mais do que nãos com letras maiúsculas, gestos de indiferença que nos escondem na sombra dos dias. Haverá sempre nevoeiro cerrado perante a tua tentativa de seguir caminho e de adivinhar o chão que vais pisar, frio cortante que te lembra que o Inverno pode durar para sempre.
Mas sempre é tempo de mais para te continuares a martirizar com os nós que a tua vida deu e que não conseguiste desatar, com as pessoas que foram e tu não conseguiste compreender, com os becos sem saída que não conseguiste superar. Sempre é demasiado, até para a dor, sobretudo para a dor. És tu que defines como te moldas perante as adversidades. És tu que decides ficar bem ou mal perante as contrariedades.
As mãos que vêm vazias podem levar amor, as palavras duras podem levar conforto, os silêncios podem levar leveza. Deixa para trás o que foi, aceita o que vem e agradece a todo o instante. Vais perceber que graças ao que foi te tornaste naquilo que és.

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